Introdução

Olá, amigos homo sapiens, tudo bem por aí? Bom… Se você clicou nesse artigo, de duas, uma: ou você está fazendo o tráfego do seu negócio sozinho, ou você é um gestor de tráfego iniciante que precisa de um suporte. Deeee qualquer forma, esse guia serve para os dois. Então, sem mais enrolação, bora pro conteúdo =)

Neste guia, você vai

  • Entender a diferença entre as plataformas e por qual começar no seu tipo de negócio.
  • Criar as contas no Meta Ads (Facebook e Instagram), no Google Ads e no TikTok Ads sem cair nas armadilhas do cadastro.
  • Escolher o tipo certo de conta no Instagram e no TikTok, e saber o que muda entre elas.
  • Dar acesso a um gestor sem passar a sua senha para ninguém.
  • Fazer o anúncio aparecer só para quem está perto e pode comprar de você.
  • Medir o resultado pelo cliente que fechou, não pelo clique.

Por qual plataforma começar

Um dado antes de começar: quase metade dos pequenos negócios brasileiros já pagou por propaganda na internet, segundo o Sebrae (48%). O problema é que boa parte paga para aparecer para quem mora do outro lado da cidade, nunca vai pisar na loja e ainda clica por curiosidade. Esse dinheiro some, e o dono conclui que “anúncio não funciona para o meu ramo”.

Eu trabalho com negócio local todos os dias: salão, academia, clínica, oficina, escola, imobiliária. Cada caso tem a sua conta, mas o que separa campanha que vende de campanha que só gasta costuma ser o mesmo. É isso que está aqui.

A diferença principal entre elas não é o público, é o momento em que a pessoa está. No Google, ela está procurando alguma coisa: digitou “dentista perto de mim” porque precisa de um dentista. No Meta e no TikTok, ela está rolando o feed e não estava pensando em você. Lá, o seu anúncio precisa criar o interesse.

E esquece aquela ideia de que TikTok é coisa de adolescente. Os anúncios da plataforma alcançam 131 milhões de brasileiros adultos, 80,3% de quem tem 18 anos ou mais. Nas estimativas do próprio gerenciador de anúncios compiladas pela Pipiads, a maior faixa no Brasil é a de 25 a 34 anos. Hoje o TikTok é um canal geral, assim como o Meta, e serve para quase todo tipo de negócio, inclusive B2B.

Se o seu caso éComece porPor quê
Serviço que as pessoas já procuram (dentista, chaveiro, oficina, advogado)Google AdsVocê aparece na hora exata em que alguém está procurando o que você vende
Serviço que precisa ser visto para ser desejado (estética, comida, academia, eventos)Meta Ads ou TikTok AdsO vídeo e a imagem despertam a vontade em quem ainda não estava procurando
Serviço para empresas (B2B)Google Ads, com Meta ou TikTok de apoioA busca pega quem já tem a dor, e o vídeo lembra a sua marca para quem ainda vai decidir
Pouca verba para começarUm canal só, bem feitoDividir pouco dinheiro em três canais não deixa nenhum deles aprender
Por onde começar a anunciar, de acordo com o tipo de negócio.

Antes de seguir: as plataformas mudam o nome e o lugar dos botões com frequência. Se algum nome daqui não bater exatamente com a sua tela, procure pela palavra mais parecida. O caminho e o raciocínio continuam os mesmos.

Pausa de respiro

Vamos tentar entender com um cliente “real”?

Cliente hipotético: Doceria da Dona Cida

A Dona Cida tem uma doceria no bairro, famosa pelo brigadeiro, e quer começar a anunciar. Por onde ela começa?

  • Quem compra delaGente do bairro, num raio de 3 km da doceria
  • As pessoas buscam isso no Google?Pouco. Quase ninguém pesquisa brigadeiro antes de bater a vontade
  • O que faz a pessoa comprarVer o doce e ficar com água na boca

Então, pensando assim, fica mais fácil, né? Ela começa pelo Meta Ads, onde a vontade nasce vendo o vídeo. O Google fica para depois, quando ela pegar encomenda de bolo e as pessoas buscarem “bolo de aniversário perto de mim”.

Meta Ads (Facebook e Instagram), passo a passo

Criar tudo é de graça: você só paga quando o anúncio roda. O que dá trabalho é entender como as peças se encaixam, então vamos começar por aí.

1. Entenda as peças antes de clicar

O Meta tem um monte de nome parecido, e é isso que confunde. Pense numa loja: cada peça tem uma função.

  • Perfil pessoal do Facebook: é você, a pessoa. Ele não aparece nos anúncios, só serve para administrar tudo. Por isso precisa ser o seu perfil de verdade: perfil falso costuma ser bloqueado e leva o resto junto.
  • Página do Facebook: é a vitrine do negócio. Todo anúncio sai em nome de uma Página, mesmo o que aparece só no Instagram. Sem Página, não tem anúncio.
  • Instagram profissional: o perfil do negócio no Instagram. Conectado à Página, o anúncio aparece com o nome e a foto dele.
  • Portfólio empresarial (o antigo Business Manager): a “pasta” que guarda Página, Instagram, WhatsApp, conta de anúncios e Pixel. Ele existe para o negócio não ficar preso ao seu perfil pessoal e para você dar acesso a outras pessoas sem passar senha.
  • Conta de anúncios: onde ficam as campanhas e a forma de pagamento.
  • Gerenciador de Anúncios × Meta Business Suite: o Gerenciador é onde se faz anúncio de verdade, com todas as opções. O Business Suite é para o dia a dia (publicar posts, responder mensagens, ver a agenda). Dá para “turbinar” post por lá, mas com muito menos controle.

2. Instagram pessoal, criador ou comercial?

Essa é uma das dúvidas que mais aparecem. O Instagram tem três tipos de conta, e os dois últimos são chamados de “contas profissionais”. Na prática, a diferença é:

PessoalCriador de conteúdoComercial
Para quem éUso pessoalInfluenciador, artista, quem vive de audiênciaEmpresa, loja, prestador de serviço
Estatísticas (alcance, cliques, público)Não temTemTem
Anúncios e conexão com o portfólioNãoSimSim, com a integração mais completa
Botões de contato e endereço no perfilNãoContato básicoLigar, e-mail, como chegar e endereço
Loja e catálogo de produtosNãoLimitadoCompleto
Biblioteca de músicasCompletaMais amplaMais restrita (só músicas liberadas para uso comercial)
As diferenças entre as contas pessoal, de criador e comercial do Instagram.

Para negócio local, a escolha é a conta comercial. O motivo é simples: o botão de “como chegar”, o endereço e o telefone no perfil fazem diferença para quem está perto e quer resolver rápido, e a integração com o portfólio é a mais completa. A biblioteca de músicas menor é o preço disso, porque empresa não pode usar música protegida em propaganda.

Para mudar: no app do Instagram, abra o seu perfil, toque no menu (as três linhas), entre em Tipo de conta e ferramentas e escolha Mudar para conta profissional. Na tela seguinte, marque Empresa, escolha a categoria do seu negócio e confirme. A Meta ajusta essas diferenças de tempos em tempos, mas a lógica de escolha continua a mesma.

3. Crie a Página do Facebook

  1. Entre no Facebook com o seu perfil pessoal e acesse facebook.com/pages/create.
  2. Coloque o nome do negócio do jeito que o cliente procura (por exemplo, “Studio Ana Cabelos – Moema”, e não só “Ana”).
  3. Escolha a categoria mais próxima do que você faz. Ela ajuda o Facebook a entender o seu negócio e aparece para as pessoas.
  4. Preencha a bio, o endereço, o horário e o telefone. Coloque foto de perfil (logo) e capa com o seu espaço de verdade.

4. Conecte o Instagram e o WhatsApp à Página

Por que isso importa: sem o Instagram conectado, o anúncio aparece no Instagram com o nome da Página do Facebook, e não com o seu perfil. Sem o WhatsApp conectado, você não consegue fazer o anúncio com o botão “Enviar mensagem”, que é o mais usado por negócio local.

  1. No Facebook, clique na sua foto no canto superior direito e escolha a Página do negócio para “entrar como” ela.
  2. Clique de novo na foto, agora da Página, e vá em Configurações e privacidade e depois em Configurações.
  3. Na busca do menu da esquerda, digite contas vinculadas e clique na opção.
  4. Escolha Instagram, entre com o perfil do negócio e confirme. Depois volte e faça o mesmo com o WhatsApp, digitando o número e o código que chega no celular.
Print das Configurações e privacidade do Facebook com a busca por contas e a opção Contas vinculadas
Nas configurações da Página, a busca por “contas” leva direto a Contas vinculadas.

Uma observação sobre o WhatsApp: para quase todo negócio local, o app WhatsApp Business, aquele gratuito do celular, resolve. A API oficial do WhatsApp é outra coisa: é para operação robusta, com vários atendentes, automações e volume grande, e ela é cobrada por mensagem. Não comece por ela.

5. Crie o portfólio e a conta de anúncios

  1. Entre em business.facebook.com e clique em Criar portfólio (às vezes aparece como Criar conta). Coloque o nome do negócio, o seu nome e um e-mail que você acessa sempre.
  2. Confirme o e-mail que o Meta enviar. Sem essa confirmação, várias funções ficam travadas.
  3. Em Configurações, na parte de Contas, adicione a Página, o Instagram e o WhatsApp do negócio.
  4. Ainda em Contas, vá em Contas de anúncios, clique em Adicionar e em Criar uma nova conta de anúncios.
  5. Escolha o fuso horário de Brasília e a moeda Real brasileiro.

Atenção: moeda e fuso horário não mudam depois. Se escolher dólar sem querer, você paga com conversão e IOF em cada cobrança, e a única saída é criar outra conta de anúncios. Confira antes de salvar.

Depois, no Gerenciador de Anúncios, abra Cobrança e pagamentos e adicione a forma de pagamento. Existem dois jeitos de pagar:

  • Cartão de crédito: o Meta cobra automaticamente cada vez que o gasto bate um limite. É prático, mas no começo é fácil perder a noção de quanto já saiu.
  • Saldo pré-pago (Pix ou boleto, quando aparecer para a sua conta): você coloca o dinheiro antes, e o anúncio para quando o saldo acaba. Para quem está começando, eu prefiro esse: você nunca é surpreendido.

6. Vai contratar um gestor? Dê acesso do jeito certo

Nunca passe a sua senha do Facebook para ninguém, nem para mim rs. Login de outra cidade derruba a conta por segurança, e você perde o controle de quem faz o quê. O certo é convidar a pessoa pelo portfólio. Assim cada um entra com o próprio perfil, e você tira o acesso com dois cliques quando o trabalho acabar.

  1. No Gerenciador de Anúncios, clique no último ícone do menu da esquerda (as três linhas, Todas as ferramentas).
  2. Na parte de Gerenciamento, clique em Configurações do negócio (o ícone de engrenagem) e escolha o portfólio do seu negócio.
Print do Gerenciador de Anúncios com o menu Todas as ferramentas aberto e a opção Configurações do negócio
Em Todas as ferramentas, a opção fica na coluna Gerenciamento: Configurações do negócio.
  1. Na primeira aba, Pessoas, clique em Convidar pessoas, no canto superior direito, e digite o e-mail do gestor.
Print das configurações do portfólio empresarial na aba Pessoas, com o botão Convidar pessoas
A aba Pessoas mostra quem já tem acesso. O convite começa no botão azul Convidar pessoas.
  1. Na etapa Atribuir acesso, escolha o nível. Para quem vai gerenciar os anúncios, ative Controle total e, em Opções avançadas, Finanças (ver e gerenciar), para a pessoa conseguir acompanhar gasto e forma de pagamento.
Print da etapa Atribuir acesso do convite, com Controle total e Finanças ativados
Controle total e Finanças ativados. O próprio Meta avisa: limite quem tem esse nível de acesso.

Por que controle total, se o Meta recomenda limitar? Porque com acesso parcial o gestor trava em tarefas do dia a dia (como conectar um novo número ou ajustar o Pixel) e precisa te chamar toda hora. O cuidado é outro: dê controle total só para quem você confia e tire o acesso no mesmo dia em que o contrato acabar.

  1. Na etapa Atribuir ativos, marque um por um: a Página, a conta de anúncios, o Instagram e o WhatsApp. Em cada um, escolha Controle total.
  2. Confira o resumo, clique em Enviar convite e avise o gestor para aceitar pelo e-mail.
Print da etapa Atribuir ativos de negócios com a Página selecionada e Controle total ativado
Cada ativo (Página, Instagram, WhatsApp, conta de anúncios) recebe o acesso separado.

7. Instale o Pixel e a API de Conversões

Se você só vai anunciar para o WhatsApp, pode deixar este passo para depois. Se tem site, faça agora. Vou explicar o porquê, que é o que quase ninguém explica.

O Meta aprende com resultado. Quando alguém envia o formulário do seu site, o Pixel (um código instalado no site) avisa o Meta: “essa pessoa virou contato”. Com esse aviso, o algoritmo passa a procurar mais gente parecida com quem converteu. Sem ele, o Meta só sabe quem clicou, e aí ele traz mais gente que clica, não mais gente que compra.

Só que o Pixel roda no navegador e perde parte dos avisos (bloqueador de anúncio, iPhone, internet ruim). A API de Conversões manda os mesmos avisos pelo servidor do seu site e completa o que o Pixel perdeu. Mais avisos, mais aprendizado, anúncio mais certeiro.

  1. Abra o Gerenciador de Eventos e clique em Conectar dados (o botão de +).
  2. Escolha Web, dê um nome (o nome do site serve) e digite o endereço do site.
  3. Se o site é WordPress, Shopify ou Wix, escolha a integração de parceiro. No WordPress, ela instala o plugin oficial do Meta e liga o Pixel e a API de Conversões juntos, sem programador.
  4. Escolha o evento principal. Para negócio local, quase sempre é Lead (enviou o formulário) ou Contact (clicou para falar com você).
  5. Faça um teste no seu próprio site e volte ao Gerenciador de Eventos para ver se o evento aparece como recebido.

Com Pixel e API ligados ao mesmo tempo, o Meta precisa saber que os dois avisos são do mesmo evento, senão conta duas vezes. A integração de parceiro já faz isso sozinha. Se um dia alguém montar na mão, a regra está na documentação de deduplicação do Meta. Para operação grande existe o Gateway da API de Conversões, que exige uma conta em nuvem, como a AWS. Para negócio local, a integração de parceiro resolve.

8. Escolha o objetivo (e fuja do Tráfego)

No Gerenciador de Anúncios, clique em Criar. O Meta vai pedir um objetivo, e essa escolha é a mais importante da campanha, porque o Meta procura exatamente o que você pede. Os seis objetivos, traduzidos para a vida real:

  • Reconhecimento: mostra o anúncio para o máximo de gente. Serve para ser lembrado, não para gerar contato.
  • Tráfego: leva pessoas para um link. O Meta procura quem clica muito, e quem clica muito nem sempre compra.
  • Engajamento: é aqui que estão as mensagens. O Meta procura quem costuma iniciar conversa no WhatsApp, no Direct ou no Messenger.
  • Cadastros: formulário dentro do próprio Facebook ou Instagram, sem a pessoa sair do app.
  • Promoção do app: para quem tem aplicativo. Não é o caso de quase nenhum negócio local.
  • Vendas: otimiza para uma conversão no site. Só funciona bem com o Pixel e a API mandando os eventos certos.

Por que fugir do Tráfego, se ele também manda para o WhatsApp? Porque ele otimiza para o clique. O Meta vai entregar o anúncio para quem clica em tudo, e você recebe um monte de conversa que para no “oi”. No Engajamento com mensagens, ele procura quem tem o hábito de conversar com empresas. O custo por clique pode até ser maior, mas a conversa vem mais quente.

Se você escolher Cadastros, preste atenção no tipo de formulário. O padrão é o de Mais volume, rápido de preencher. O de Maior intenção mostra uma tela para a pessoa revisar os dados antes de enviar. Chegam menos contatos, mas de gente que leu o que estava preenchendo. Se tem alguém ligando para cada lead, vá de maior intenção.

9. Monte o conjunto: verba, raio e público

Depois do objetivo, dê um nome que você entenda daqui a três meses (por exemplo, “WhatsApp – Zona Sul – Nov”) e avance para o conjunto de anúncios. É aqui que se ganha ou se perde dinheiro.

  1. Local da conversão: marque Apps de mensagem e escolha o WhatsApp, com o número que você conectou no passo 4.
  2. Orçamento: use orçamento diário. Uma conta simples: R$ 3 mil por mês dá cerca de R$ 100 por dia, somando os canais.
  3. Localização: em Público, abra a Localização, apague o “Brasil” e digite o endereço do seu negócio. Depois ajuste o raio.
  4. Idade: coloque a idade mínima do seu cliente.
  5. Público Advantage+: deixe aberto, sem encher de interesses.
  6. Posicionamentos: deixe os automáticos (Advantage+) no começo.

Por que fechar o raio? Porque é o filtro mais honesto que existe. Quem mora a uma hora de você dificilmente vira cliente de salão ou de academia, por melhor que seja o anúncio. Comece pelo raio que o seu cliente aceita percorrer e abra só se o anúncio não estiver conseguindo entregar. Em cidade grande, pense em trânsito, não só em quilômetro: dois bairros vizinhos podem estar a uma hora um do outro.

Por que público aberto? Porque hoje o algoritmo do Meta é melhor que qualquer lista de interesses que a gente monte. Com a região bem fechada, ele testa quem responde e vai afinando sozinho. Eu trabalho assim há tempo, com criativos variados e público aberto, e a chegada do Andromeda (o sistema de entrega mais recente do Meta) não mudou nada nessa lógica. O filtro de verdade vem da região, da oferta e do criativo.

Por que não mexer todo dia? Todo conjunto começa numa fase de aprendizado, que termina, como regra geral, depois de cerca de 50 resultados em 7 dias. Cada mudança grande (verba, público, criativo principal) faz o aprendizado recomeçar. Então decida com calma, publique e deixe rodar uns dias antes de julgar.

10. Crie o anúncio e publique

  1. Em Identidade, confira se aparecem a Página e o Instagram do negócio.
  2. Escolha Imagem ou vídeo único e suba o material em duas proporções: vertical 9:16, para Stories e Reels, e 4:5, para o feed. Assim ele ocupa a tela inteira em cada lugar, em vez de aparecer com tarja.
  3. No Texto principal, comece pelo que interessa ao cliente e cite o bairro: “Mora na Zona Sul? Corte e escova a 5 minutos de você”.
  4. No Modelo de mensagem, escreva a mensagem de boas-vindas e até três perguntas prontas (“Quero agendar”, “Quanto custa?”, “Qual o endereço?”). Elas fazem a pessoa já chegar dizendo o que quer, e isso reduz a conversa que para no “oi”.
  5. Crie de 3 a 5 anúncios com ângulos diferentes: preço, dor, prova, bastidor e oferta. Cada pessoa compra por um motivo, e o Meta entrega mais o ângulo que funciona melhor.
  6. Clique em Publicar. A análise costuma levar algumas horas.

Sobre o formato: vídeo curto vem primeiro. Os Reels já ficam com 51% do tempo das pessoas no Instagram e com mais da metade dos espaços de anúncio, segundo a Sensor Tower. E vídeo de negócio local não precisa de produção: rosto, espaço e cliente reais convencem mais que banco de imagem, porque quem mora perto quer reconhecer o lugar.

Pausa de respiro

Como ficou o Meta Ads da Dona Cida?

Cliente hipotético: Doceria da Dona Cida

Com a neta Bia ajudando, a Dona Cida seguiu os 10 passos. Na hora de montar a campanha, ficou assim:

  • ObjetivoEngajamento, com mensagens no WhatsApp
  • OrçamentoR$ 10 por dia
  • LocalizaçãoEndereço da doceria, com raio de 3 km
  • IdadeA partir de 18 anos
  • PúblicoAdvantage+ aberto, sem encher de interesses
  • AnúncioVídeo de 10 segundos do brigadeiro sendo enrolado

Como ela investe bem menos que R$ 3 mil por mês, ficou num canal só e teve paciência com o aprendizado. Na segunda semana, o WhatsApp já não parava de apitar rs.

Google Ads, passo a passo

No Google, a pessoa já está procurando. É o canal certo para quem resolve problema urgente ou tem busca forte no bairro. O trabalho aqui é aparecer na hora certa, para a pessoa certa, e não pagar por quem não é o seu cliente.

1. Entenda como o Google cobra

Cada vez que alguém pesquisa, acontece um leilão em milésimos de segundo entre os anunciantes daquela palavra. Você paga quando a pessoa clica, não quando vê. E o preço não depende só de quanto você oferece: o Google também olha se o seu anúncio e a sua página têm a ver com a busca. Anúncio relevante paga menos pelo mesmo clique. Por isso tudo o que vem a seguir é sobre relevância.

2. Separe o que você vai precisar

  • Uma conta Google (o mesmo login do Gmail serve).
  • O Perfil da Empresa no Google criado e verificado, em business.google.com. É ele que coloca o seu negócio no Maps, com avaliações, horário e rota. O próprio Google diz que clientes têm 70% mais chance de visitar empresas com o perfil completo.
  • Um site ou uma página simples para onde o anúncio leva. Para campanha só de ligação, dá para começar sem.
  • Cartão, Pix ou boleto.

3. Crie a conta no modo especialista

O Google vai insistir para você criar uma “campanha inteligente”. Ela é inteligente, sim. Para o Google rs. Nela, você descreve o negócio, e o Google escolhe as palavras, os lugares e quase tudo sozinho. Os dois problemas para negócio local: você não controla direito para quais buscas aparece, e não consegue fazer o ajuste de localização que eu vou mostrar no passo 9.

  1. Entre em ads.google.com e clique em Começar agora.
  2. Na tela que pergunta o seu principal objetivo, não escolha nada. Procure o link pequeno Mudar para o modo especialista, embaixo das opções.
  3. Na tela seguinte, clique em Criar uma conta sem uma campanha. Assim você configura tudo com calma, antes de gastar.
  4. Confirme país (Brasil), fuso horário (Brasília) e moeda (Real brasileiro). Assim como no Meta, isso não muda depois.
  5. Clique em Enviar e depois em Explorar sua conta.

4. Coloque a forma de pagamento

No menu da esquerda, abra Faturamento e depois Configurações. Com pagamentos manuais, você coloca saldo antes (Pix ou boleto) e o anúncio para quando o saldo acaba. Com pagamentos automáticos, o Google cobra no cartão depois. Como no Meta, eu prefiro o manual no começo: você nunca é surpreendido pela fatura.

5. Vincule o Perfil da Empresa

Com o perfil vinculado, o anúncio pode mostrar endereço, distância e o botão de rota, inclusive dentro do Google Maps. Isso faz o anúncio ocupar mais espaço e passar mais confiança. Os dados vêm direto do perfil, então ele precisa estar certo (horário, telefone, fotos reais).

  1. No menu, abra Ferramentas e procure Gerenciador de dados ou Contas vinculadas.
  2. Escolha Perfil da Empresa no Google e clique em Vincular.
  3. Entre com o mesmo e-mail que administra o perfil e confirme. O passo a passo oficial está em Sobre os recursos de local.

6. Diga ao Google o que conta como resultado

Esse passo parece chato, mas é o que separa campanha que aprende de campanha que só gasta. O lance automático do Google é recalculado em cada leilão, considerando aparelho, local, dia, horário e o termo buscado, como explica a página do Smart Bidding. Só que ele aprende com o que você chama de conversão. Sem conversão configurada, você também não descobre qual palavra traz cliente e qual só traz curioso.

  1. No menu, abra Metas, depois Conversões, e clique em Criar ação de conversão.
  2. Escolha Site e digite o endereço. O Google procura a tag dele no seu site.
  3. Crie a conversão de formulário enviado (e a de clique no WhatsApp, se o seu site tiver o botão).
  4. Para instalar a tag sem programador: no WordPress, use o plugin oficial Site Kit by Google. Em outras plataformas, o Gerenciador de Tags do Google.
  5. Se você atende por telefone, crie a conversão de ligações a partir de anúncios e conte só as ligações acima de uma duração mínima, para não contar engano como cliente.

Um passo além, quando estiver tudo rodando: no Safari (iPhone e Mac), os cookies criados pelos pixels duram no máximo 7 dias, e depois disso o anúncio “esquece” quem clicou. As conversões otimizadas para leads resolvem parte disso: enviam o e-mail ou o telefone do formulário protegidos por criptografia, e o Google cruza com quem viu o anúncio. Você ativa nas configurações da conversão e aceita os termos de dados do cliente.

7. Escolha Pesquisa, não Performance Max

Clique em Criar (o botão de +) e depois em Campanha. Escolha o objetivo Leads e o tipo Pesquisa, e confirme a conversão do passo 6.

O Google vai sugerir a Performance Max, uma campanha que roda ao mesmo tempo em Pesquisa, YouTube, Display, Discover, Gmail e Maps. Ela pode funcionar bem, mas precisa de muito dado de conversão e de criativo para cada canal, e mostra pouco de onde veio cada resultado. Para quem está começando com verba de negócio local, a Pesquisa dá controle e clareza: você sabe exatamente qual busca trouxe qual cliente. Performance Max fica para depois, com histórico na conta.

8. Desmarque a Rede de Display e os parceiros

Em Redes, a campanha de Pesquisa pode ter duas caixas extras: parceiros de pesquisa do Google e Rede de Display do Google. No começo, eu desmarco as duas. O porquê:

  • Rede de Display são banners em sites e aplicativos. Ali a pessoa não está procurando nada: está lendo uma notícia ou jogando no celular. O clique é barato, e é justamente isso que engana: muito clique sai sem querer, no dedo, dentro de app. Com verba pequena, cada real que vai para o Display deixa de ir para quem está pesquisando o seu serviço agora.
  • Parceiros de pesquisa são outros sites que usam a busca do Google. Você tem menos controle e menos clareza de onde o anúncio aparece. Pode valer a pena depois, testado com calma.
  • Relatório limpo: com tudo misturado, você não sabe se a conversão veio da busca ou do banner, e decide no escuro.

O Google diz que esses espaços só usam a verba que sobra da Pesquisa, e algumas contas até se dão bem com eles. Por isso a regra não é “nunca”: é “primeiro a busca, depois o teste”. Quando a campanha estiver dando resultado, dá para ligar os parceiros e comparar no relatório segmentado por rede. Em algumas contas a caixa de Display já vem desmarcada, mas confira sempre.

9. Mude a opção de localização para Presença

Este é o ajuste que mais economiza no Google, e quase ninguém faz. Por padrão, a campanha mostra o anúncio para quem está na sua região e para quem só demonstrou interesse nela. Na prática: alguém em outra cidade que pesquisou sobre o seu bairro pode ver e clicar no seu anúncio, e você paga por um clique que nunca vai virar cliente.

  1. Em Locais, troque “Brasil” por Inserir outro local e clique em Pesquisa avançada.
  2. Marque Raio, digite o endereço do negócio e o raio em quilômetros.
  3. Abra Opções de local e marque Presença: pessoas que estão ou costumam estar nos locais segmentados. A explicação oficial está na Central de Ajuda do Google Ads.
  4. Em Idiomas, deixe Português.

10. Escolha as palavras-chave do jeito certo

Palavra-chave é o que você diz ao Google para disparar o anúncio. Para negócio local, pense no que o seu cliente digitaria com pressa: serviço mais bairro ou cidade (“dentista em Moema”), serviço mais “perto de mim” e as versões de urgência (“chaveiro 24 horas”).

O detalhe que muda tudo é a correspondência, que é o quanto o Google pode “interpretar” a sua palavra. Segundo a documentação do Google, existem três:

  • Ampla (sem nada em volta): é o padrão e a mais solta. Mostra o anúncio para buscas relacionadas, às vezes bem distantes do que você vende.
  • Frase (entre aspas, “dentista em moema”): mostra para buscas que incluem o sentido da sua frase.
  • Exata (entre colchetes, [dentista em moema]): a mais fechada. Mostra para essa busca ou para buscas com o mesmo sentido.

Por que começar com frase e exata? Porque com verba pequena você não pode pagar para o Google “aprender” com buscas aleatórias. A ampla funciona melhor quando a conta já tem conversões, porque aí o Google sabe o que procurar. E desde o primeiro dia, em Palavras-chave negativas, adicione o que não tem a ver com você: “grátis”, “curso”, “vaga”, “como fazer” e as cidades que você não atende.

11. Lances: comece por cliques, depois conversões

O lance é a estratégia que o Google usa para disputar cada leilão. As principais:

  • Maximizar cliques: traz o máximo de cliques com a verba. Bom para começar e gerar dados. Coloque um limite de custo por clique, senão o Google pode pagar caro por uma palavra só.
  • Maximizar conversões: procura o máximo de conversões. Funciona quando o Google já tem conversões reais para aprender.
  • CPA desejado: você diz quanto aceita pagar por contato. Fica para quando houver histórico estável.

O caminho que eu sigo: começo em cliques com limite, deixo as conversões chegarem com frequência e só então troco para conversões. Trocar cedo demais é pedir para o Google otimizar sem ter o que aprender.

12. Escreva o anúncio e ative os recursos

  1. Escreva vários títulos curtos (até 30 caracteres cada) e algumas descrições (até 90). O Google testa as combinações e mostra mais as que funcionam.
  2. Repita a palavra que a pessoa buscou nos títulos (“Dentista em Moema”). Quando o anúncio repete a busca, ele parece a resposta certa, e o Google considera mais relevante.
  3. Coloque o diferencial e a ação: “Atendimento no mesmo dia”, “Agende pelo WhatsApp”.
  4. Acompanhe a Força do anúncio ao lado e tente chegar em Boa ou Excelente. Ela mede se você deu variedade suficiente para o Google testar.
  5. Em Recursos, ative o de ligação, o de local (que vem do Perfil da Empresa) e dois ou três links extras do site. Eles deixam o anúncio maior e dão mais caminhos para o clique certo.

13. Orçamento e a primeira semana

Defina o orçamento diário e publique. Um detalhe que assusta muita gente: em alguns dias o Google pode gastar até 2 vezes o orçamento diário, compensando nos dias mais fracos. No mês, ele nunca cobra mais que 30,4 vezes o valor diário. Então não se assuste com um dia acima do combinado.

Na primeira semana: abra o relatório de Termos de pesquisa a cada dois ou três dias. Ele mostra o que as pessoas digitaram de verdade antes de clicar. Tudo que não tem a ver com você vira palavra negativa. É o ajuste que mais economiza nos primeiros meses.

Pausa de respiro

E quando a Dona Cida começou a fazer bolo por encomenda?

Cliente hipotético: Doceria da Dona Cida

Meses depois, a Dona Cida passou a aceitar encomenda de bolo de aniversário. Aí sim as pessoas começaram a buscar no Google, e a Bia montou a campanha assim:

  • Tipo de campanhaPesquisa, e não Performance Max
  • RedesRede de Display e parceiros desmarcadas
  • Palavras-chave“bolo de aniversário encomenda” e “doceria perto de mim”
  • Perfil da EmpresaVinculado, para aparecer no mapa
  • Resultado que contaClique no botão de ligar e no WhatsApp

Repara que ela não saiu anunciando para “bolo” no Brasil inteiro. Só para quem está perto e já tem festa marcada. É isso que deixa o clique barato.

TikTok Ads, passo a passo

O TikTok funciona parecido com o Meta: a pessoa está rolando o feed, e o seu vídeo precisa prender a atenção nos primeiros segundos. A vantagem é o alcance grande e ainda barato em muitos segmentos, e um público bem mais diverso do que a fama sugere.

1. Entenda as peças do TikTok

  • Conta do TikTok (o perfil): pode ser pessoal ou comercial. A comercial dá estatísticas, link e contato no perfil, e usa a biblioteca de músicas liberadas para empresa (pelo mesmo motivo do Instagram: música protegida não pode em propaganda).
  • Gerenciador de Anúncios do TikTok: onde ficam as campanhas e o pagamento. É uma conta separada do perfil.
  • Business Center: o equivalente ao portfólio do Meta, para quem tem várias contas ou trabalha com agência.
  • Spark Ads: anúncio feito a partir de um vídeo que já está no seu perfil. Ele aparece como post normal, com curtidas e comentários, e por isso parece conteúdo, não propaganda.

2. Crie a conta de anúncios

  1. Entre em ads.tiktok.com e clique em Criar agora (ou Cadastre-se).
  2. Cadastre com e-mail ou telefone, crie a senha e digite o código de verificação.
  3. Preencha país (Brasil), setor, nome legal da empresa, fuso horário e moeda (Real brasileiro, que também não muda depois).
  4. Coloque os dados de cobrança e escolha a forma de pagamento que aparecer para a sua conta.
  5. Clique em Ir para o Gerenciador de Anúncios. A conta entra em análise sozinha, e o anúncio só roda depois da aprovação, que costuma levar menos de 24 horas.

3. Instale o Pixel e a Events API

É o mesmo raciocínio do Meta: sem o aviso de que alguém virou contato, o TikTok otimiza para clique. O TikTok recomenda usar o Pixel e a Events API juntos e exige um dos dois para usar o objetivo de conversões no site.

  1. No Gerenciador de Anúncios, abra Ferramentas e depois Eventos.
  2. Em Eventos da Web, clique em Configurar evento da Web e dê um nome.
  3. Escolha Pixel do TikTok + Events API e a conexão por parceiro, se o seu site for WordPress, Shopify ou outra plataforma da lista.
  4. Marque como principal o evento de lead ou de contato e confira na área de Testar eventos.

4. Crie a campanha no modo manual

Clique em Criar. Se o TikTok oferecer o modo automático, prefira o manual no começo, pelo mesmo motivo do Google: você precisa controlar a região. Depois escolha o objetivo:

  • Geração de leads: formulário dentro do próprio app. A pessoa não sai do TikTok, por isso converte bem.
  • Tráfego: leva para o WhatsApp ou para o site. Mesma ressalva do Meta: otimiza para clique.
  • Vendas (conversões no site): só com o Pixel funcionando.

5. Monte o grupo: posicionamento, cidade e idade

  1. Em Posicionamento, escolha selecionar manualmente e deixe só o TikTok. A outra opção leva o anúncio para aplicativos parceiros, onde a atenção é menor e o clique sem querer é maior.
  2. Em Local, desça de Brasil até o estado e a cidade. O TikTok não deixa excluir regiões e não garante precisão na entrega por local, então inclua só o que você atende e deixe a cidade clara no vídeo e no texto.
  3. Marque as idades do seu cliente (sempre a partir de 18 anos).
  4. Defina o orçamento diário e a programação.

6. Suba o vídeo (de preferência como Spark Ads)

  1. Se você já posta no TikTok, use um vídeo seu como Spark Ads: no app, abra o vídeo, gere o código de autorização de anúncio e cole no gerenciador. Ele roda como post normal e soma curtidas e seguidores no seu perfil.
  2. Se não posta, suba um vídeo novo: vertical (9:16), gravado no celular, com a mensagem principal nos primeiros segundos e legenda na tela, porque muita gente assiste sem som.
  3. Escreva o texto citando a cidade, escolha o botão de ação e coloque o link do WhatsApp ou do site.
  4. Clique em Enviar e acompanhe a análise.

Pausa de respiro

E o TikTok da Dona Cida?

Cliente hipotético: Doceria da Dona Cida

Os vídeos da Dona Cida decorando bolo começaram a bombar no orgânico. Então a Bia pegou o melhor deles e transformou em anúncio:

  • FormatoSpark Ads, usando o vídeo que já tinha comentários
  • CampanhaModo manual
  • LocalizaçãoA cidade dela
  • Idade25 a 44 anos

O vídeo já tinha curtida e comentário de gente real, então o anúncio nem parecia anúncio. E quem viu no TikTok foi parar na doceria perguntando “é a senhora do vídeo?” =)

Dicas bônus que eu uso com os meus clientes

Arrume a porta de entrada antes de anunciar

Anúncio leva gente até você. Se a porta de entrada está bagunçada, você paga para a pessoa chegar e ir embora.

  • Perfil da Empresa completo: clientes têm 50% mais chance de comprar de empresas com o perfil completo, segundo o Google.
  • Avaliações respondidas: numa pesquisa da BrightLocal nos EUA, 97% dos consumidores leem avaliações de negócios locais e 80% preferem quem responde a todas. Não é dado do Brasil, mas quem compra perto de casa se comporta parecido.
  • WhatsApp respondido rápido: empresas que respondem um lead em até 1 hora têm cerca de 7 vezes mais chance de qualificá-lo. No WhatsApp, o brasileiro tolera esperar no máximo 5 minutos.

E lembre: lead de anúncio não tem urgência. Ele gostou da solução, mas não acordou pensando em você. Além de responder rápido, tenha uma cadência de contatos para quem não fechou na primeira conversa. Quem quer vender somos nós.

Traga público qualificado, não só curioso

Já entreguei lead de R$ 1,50 a R$ 3,00, e o cliente preferiu pagar de R$ 10 a R$ 15 por um lead que comprava. Mas você pensou que o lead mais barato era o melhor negócio, né? Pooooois é, não é bem assim rs. O que filtra o curioso:

  • Bairro e cidade no texto do anúncio. “Para quem mora na Zona Sul” já faz quem está longe passar reto.
  • Preço “a partir de” quando fizer sentido. Quem não pode pagar desiste antes de clicar, e você não paga por ele.
  • Uma pergunta antes da conversa: qual serviço, qual bairro, para quando.
  • Anúncio só no horário em que alguém atende. Lead que chega às 23h e só recebe resposta no dia seguinte esfria.
  • Vários ângulos ao mesmo tempo. Cada pessoa compra por um motivo, e o algoritmo encontra quem responde a cada um.

Quanto investir (e quanto custa um gestor)

Dá para começar com o que você tem hoje. Mas, para o algoritmo aprender e você ter volume para decidir, o ideal é pelo menos R$ 3 mil por mês em mídia, somando os canais. Com menos que isso, escolha um canal só e tenha paciência com o aprendizado.

Sobre a gestão: para projetos padrão, de baixa complexidade, a minha referência é de R$ 1.500 por mês para gestão de tráfego com orientação. O orçamento de cada serviço depende da complexidade do projeto e é feito sob demanda, depois de entender o seu negócio.

Teste antes de bater o martelo

Quando uma campanha vai mal, a vontade é apontar logo o culpado: “é o público”, “é o vídeo”. Mas, sem teste, é chute. Um bom gestor sabe que tudo depende, e também conhece os atalhos para achar a resposta. O principal deles é o teste A/B.

  • Mude uma coisa por vez: o vídeo, a primeira frase ou a oferta. Se mudar tudo junto, você não sabe o que funcionou.
  • Dê a mesma chance para as duas versões: mesma verba, mesmo público e alguns dias rodando. O Meta tem o recurso Experimentos no Gerenciador de Anúncios, e o Google Ads também tem uma área de Experimentos.
  • Compare pelo que importa: custo por contato e, depois, custo por cliente. Não pelo clique mais barato.

Meça pelo cliente, não pelo clique

Esqueça o print bonito do painel. Uma planilha simples já resolve no começo:

  1. Quantos leads chegaram por canal na semana.
  2. Quantos viraram conversa de verdade.
  3. Quantos fecharam e qual foi o valor.
  4. Quanto você investiu dividido pelos clientes que fecharam: esse é o seu custo por cliente (o CAC).

Com isso na mão, a decisão fica fácil: coloque mais dinheiro onde o cliente sai mais barato, não onde o lead sai mais barato.

Perguntas frequentes

Dá para anunciar negócio local com pouco dinheiro?

Dá. Escolha um canal só, feche bem a localização e rode poucos anúncios com ângulos diferentes. O resultado vem mais devagar, porque o algoritmo tem menos dados para aprender, mas vem. O ideal, quando der, é chegar a R$ 3 mil por mês em mídia.

Qual raio usar no anúncio?

O que o seu cliente aceita percorrer. Comece mais fechado e abra só se faltar entrega. Em cidade grande, o trânsito pesa mais que a distância: dois bairros vizinhos podem estar a uma hora um do outro.

Preciso de site para anunciar?

Não para começar. Anúncio para o WhatsApp e formulário dentro da plataforma funcionam sem site. Mas o site ajuda na confiança, no Google e na medição, e vale ter quando o volume crescer.

Preciso mesmo da API de Conversões?

Para a maioria dos negócios locais, a versão simples basta: Pixel mais a integração de parceiro, sem programador. A configuração completa, com servidor próprio, faz sentido em operação com muito volume ou venda online.

Resumindo

Escolha o canal pelo momento do seu cliente, crie as contas do jeito certo, feche a localização no seu raio, varie os criativos e meça pelo cliente que fechou. Parece muita coisa na primeira vez, mas depois da primeira campanha vira rotina. E se quiser que eu monte isso com você, conheça a minha gestão de tráfego pago para empresas ou me chama no WhatsApp.

Thiago Effy

Sobre o autor

Quer aplicar isso no seu negócio?

Me conta o momento da sua empresa e eu te mostro o próximo passo para atrair clientes qualificados.

Oh Cindy, atualizou de novo:

Uma vez por mês, o que mudou no digital e o que isso muda no seu negócio. Eu te aviso por e-mail quando sair a edição.